47% das empresas ainda precisam corrigir falhas de processos e dados antes de adotar IA na área de Supply Chain

Os cargos mais bem pagos na logística em 2026 estão diretamente ligados à gestão estratégica, uso de tecnologia e tomada de decisão baseada em dados.

Só 13% das empresas planejam grandes investimentos em Supply Chain para 2026

São Paulo, maio de 2026O Procurement Club, empresa que tem como propósito antecipar tendências, democratizar o acesso à informação e conectar stakeholders que participam do dia a dia do profissional de Compras e Supply Chain, acaba de divulgar a Pesquisa de CPOs & CSCOs 2026 e revela: a agenda de Procurement e Supply Chain será marcada por pressão por eficiência, seletividade nos investimentos, fortalecimento da governança e busca por produtividade com apoio de automação e analytics.

Pesquisa revela um setor mais estratégico, mas ainda pressionado por eficiência

A Pesquisa reuniu 133 respostas, com 95% dos participantes atuando na América Latina e 89% ligados a Supply Chain. A amostra é formada principalmente por gerentes e diretores (79%), além de executivos C-level e fundadores, com representação de setores como indústria, tecnologia, serviços corporativos, saúde, consumo, varejo e infraestrutura, e mostra um setor mais estratégico, mas ainda desafiado por limitações estruturais para avançar em escala com inteligência artificial.

Entre as prioridades para 2026, atingir metas financeiras aparece no topo, com 21% das respostas, seguido por capacitar e evoluir o perfil da equipe (14%) e digitalizar processos de Supply Chain (12%). O dado reforça uma agenda menos orientada a grandes transformações e mais focada em captura de valor, disciplina operacional e retorno tangível sobre os investimentos.

IA ainda enfrenta barreiras operacionais nas empresas

A Pesquisa também chama atenção para o descompasso entre o avanço do debate sobre IA e a maturidade operacional das empresas. Segundo o estudo, 47% das empresas ainda precisam resolver gaps de processos e dados antes de avançar com IA em Supply Chain, enquanto 56% classificam o atual nível de interconexão entre IA, sistemas e processos como baixo, com aplicações ainda isoladas e dependentes de intervenção humana.

Na avaliação de Maíra Rossi, porta-voz da pesquisa e diretora de Relacionamento do Procurement Club, o panorama revela um setor em transição.

“A Pesquisa mostra que 2026 será menos definido pela quantidade de iniciativas e mais pela capacidade de priorizar o que realmente gera resultado. O Procurement e o Supply Chain estão mais pressionados por eficiência, mas também mais conscientes de que produtividade sustentável depende de fundamentos bem resolvidos, como processos, dados, governança e pessoas.”

Gestão de pessoas ganha peso na agenda de Supply Chain

Os resultados indicam ainda que a tecnologia não é a única frente crítica da agenda. Em gestão de pessoas, os dados mostram que retenção está mais associada à experiência do colaborador do que a benefícios isolados.

Ambiente de trabalho positivo, segurança psicológica, reconhecimento e equilíbrio entre vida pessoal e profissional aparecem entre os fatores mais valorizados, à frente da própria flexibilidade de trabalho.

“Esse é um sinal importante de maturidade do setor. Em áreas pressionadas por volatilidade, transformação e cobrança por entrega, liderança, confiança e comunicação clara deixam de ser atributos desejáveis e passam a ser fatores concretos de retenção, engajamento e execução”, afirma Maíra.

Automação e analytics lideram ganhos de eficiência

Do ponto de vista operacional, automação, analytics e ferramentas digitais lideram como principal alavanca percebida de eficiência em 2026, com 37% das menções.

Já entre os KPIs que devem concentrar maior esforço das empresas no próximo ano, destacam-se:

  • custos, savings e eficiência logística (31%)
  • automação e produtividade com IA (21%)
  • risco da cadeia e performance de fornecedores (15%)

Relação com fornecedores se torna mais estratégica

A relação com fornecedores também ganha novo peso estratégico. O estudo aponta avanço de uma lógica menos transacional e mais orientada a colaboração, reputação, flexibilidade e ganhos mútuos, ao mesmo tempo em que temas como compliance, risco regulatório e arquitetura de dados se consolidam como habilitadores da agenda de eficiência e inovação.

“Há uma mudança importante em curso: Procurement e Supply Chain deixam de ocupar apenas um papel de controle de custo e passam a responder por temas como resiliência, risco, governança e criação de valor. A pesquisa mostra um setor mais sofisticado, mas também mais desafiado a fazer escolhas com mais foco e consistência”, diz Maíra Rossi.

Sobre o Procurement Club

O Procurement Club é uma empresa que tem como propósito disseminar conteúdo relevante e qualificado, antecipar tendências, democratizar o acesso à informação e conectar os distintos stakeholders que participam do dia a dia do profissional de Compras e Supply Chain através dos preceitos do Fair Trade.

Sua missão é disseminar as principais tendências do setor para os profissionais de compras e Supply Chain, buscando prepará-los cada vez mais para serem protagonistas em suas ações, estando na liderança da transformação do ambiente de negócios e tendo uma carreira mais atuante e voltada cada vez mais ao negócio de suas empresas.

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