A Nova era da Intralogística: Como a automação está redesenhando os centros de distribuição no Brasil

Impulsionada pelo crescimento do e-commerce e pela necessidade de operações mais eficientes, a intralogística movimentou aproximadamente R$ 63 bilhões em 2024.

Nos últimos anos, o setor logístico brasileiro passou por investimentos significativos em tecnologia e automação, impulsionados pelo crescimento do e-commerce e pela necessidade de operações mais eficientes. Em 2024, o setor movimentou aproximadamente R$ 63 bilhões, refletindo um aumento de 15% em relação ao ano anterior. Além disso, o mercado de galpões logísticos registrou um crescimento de 39% no mesmo período.

Como estão os investimentos em automação?

A digitalização também tem sido uma tendência marcante. Só em 2023, 42,9% das empresas investiram em três ou mais softwares de gestão logística. Esses investimentos incluem sistemas como ERP, WMS e rastreamento, visando otimizar processos e aumentar a eficiência operacional.

O setor privado planeja investir cerca de R$ 124,3 bilhões em transporte e logística até 2026, demonstrando um compromisso contínuo com a modernização e inovação.

Murilo Namura, Head de Equipamentos na Pitney Bowes, explica como a automação e investimento em inovação chegaram com força total à logística — e, mais especificamente, à intralogística, que vive uma revolução silenciosa, mas profunda.

“Nos bastidores dos armazéns e centros de distribuição, tecnologias como esteiras transportadoras automatizadas, balanças automáticas e sorters inteligentes de classificação e roteirização vêm reformulando o fluxo interno de mercadorias, com impacto direto na produtividade e na competitividade das empresas.”, afirma Murilo.

Por que olhar para dentro?

Enquanto boa parte das discussões logísticas giram em torno de transporte e entregas, os processos dentro do armazém — recebimento, triagem, separação e expedição — são, muitas vezes, os verdadeiros gargalos operacionais. É nesse cenário que a automação Intralogística ganha protagonismo.

Com soluções sob medida e modulares, como esteiras flexíves, niveladoras e sistemas de triagem como Sorters, empresas de diferentes portes estão conseguindo acelerar seus fluxos, reduzir erros humanos e ganhar escala sem comprometer a segurança.

Benefícios diretos da automação intralogística

  1. Redução de tempo de ciclo: Esteiras e Sorters automatizados mantêm o fluxo contínuo de materiais, sem depender de pausas operacionais e evitam excesso de manutenção e gastos extras.
  2. Aumento de produtividade: Operações repetitivas são automatizadas, liberando os colaboradores para tarefas mais analíticas e estratégicas.
  3. Escalabilidade e adaptação: Soluções personalizadas permitem que cada estrutura seja montada conforme a necessidade do cliente, incluindo cores, layout e tipo de carga.
  4. Flexibilidade de fluxo: Soluções automáticas precisam ser bem planejadas e executadas, considerando épocas com pouco e maior fluxo de processamento de objetos.

Automação acessível e nacional

Com o fortalecimento da indústria nacional, o mercado brasileiro passa a contar com equipamentos 100% fabricados no país, com capacidade de customização e pronta entrega, reduzindo o tempo de implantação e a dependência de soluções importadas. A Pitney Bowes reforça esse movimento ao ampliar o acesso a tecnologias de ponta com suporte local.

Transformação contínua e visão de futuro

Automatizar a intralogística deixou de ser um diferencial e passou a ser um pré-requisito competitivo. Em um cenário de alta demanda, omnicanalidade e pressão por prazos menores, quem investe em inovação operacional sai na frente. Essa nova era da intralogística representa não apenas uma evolução técnica, mas uma mudança estratégica de processos: menos retrabalho, mais inteligência e mais resultados.

Sobre o autor

Foto de Murilo Namura

Murilo Namura

Murilo Namura possui 23 anos na área de vendas técnicas em componentes, equipamentos e serviços, atuando fortemente nos últimos 13 anos em projetos de automação e equipamentos para Intralogística e conta com uma longa experiência na Pitney Bowes. É formado em gestão de marketing e vendas, é pós-graduado em gestão de negócios pela Universidade São Marcos e tem MBA em Gestão de Negócios pela Universidade de São Paulo (USP).

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